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Vale esperar? 7 cenas pós-créditos da Marvel e DC que foram completamente esquecidas pelos estúdios

Ator Henry Cavill interpretando o Superman em cena de produção cinematográfica

Promessas criadas nas telas de cinema muitas vezes servem apenas para inflar expectativas que os estúdios jamais pretendem cumprir. A inclusão de sequências extras após a exibição dos letreiros finais virou uma verdadeira febre na indústria cinematográfica, impulsionada pelo sucesso do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).

No entanto, a prática de antecipar tramas futuras frequentemente resulta em frustração para o público. Diversas produções recentes apresentaram ganchos importantes que acabaram sumindo dos planos de expansão das grandes editoras.

O retorno frustrado do Superman em Adão Negro

A aparição de Henry Cavill como Superman na cena final de Adão Negro (2022) representou um dos momentos mais celebrados pelos entusiastas das adaptações de quadrinhos. O enredo indicava um confronto iminente entre o Homem de Aço e o anti-herói interpretado por Dwayne Johnson, orquestrado por Amanda Waller.

Contudo, a reestruturação gerencial liderada por James Gunn e Peter Safran na DC Studios encerrou imediatamente a continuidade daquele universo compartilhado. A capa vermelha foi aposentada de vez, deixando o promissor embate restrito ao esquecimento institucional.

A aliança improvável entre o Abutre e o Morbius

Tentando expandir seu próprio universo derivado dos personagens do Homem-Aranha, a Sony Pictures apostou em uma conexão confusa em Morbius (2022). O vilão Abutre, interpretado por Michael Keaton, é transportado inexplicavelmente para outra realidade e sugere uma parceria ao protagonista vivido por Jared Leto.

A sugestão de formação do clássico grupo Sexteto Sinistro encontrou barreiras na recepção crítica e comercial desfavorável dos projetos subsequentes. Com o fracasso contínuo dessas investidas fora do núcleo principal da Marvel, a ideia foi sumariamente abandonada pelos produtores.

O plano de Lex Luthor e o Exterminador

Anos antes das reformulações atuais, a primeira versão de Liga da Justiça (2017) tentou estabelecer uma sociedade secreta de antagonistas. Na sequência adicional, Lex Luthor foge do confinamento e convida o mercenário Exterminador para formar um grupo próprio de combate aos heróis.

O desempenho comercial abaixo do esperado e a posterior mudança de rumos criativos do estúdio sepultaram qualquer continuidade para a subtrama. O projeto de uma nova investida focada no Batman liderada por Ben Affleck também foi cancelado, eliminando a utilidade narrativa daquele encontro.

A chegada de Eros e Pip em Eternos

A introdução de Harry Styles como Eros (Starfox) na conclusão de Eternos (2021) surpreendeu o público nas salas de exibição. Acompanhado por Pip, o Troll, o irmão de Thanos surge para oferecer suporte aos sobreviventes na busca pelos membros levados pelo Celestial Arishem.

Considerando o desempenho moderado do longa-metragem dirigido por Chloé Zhao, a liderança criativa optou por priorizar outras frentes no planejamento corporativo. Até o momento atual, os personagens não receberam nenhuma nova menção ou indicação de retorno nas produções vigentes da Cultura Pop.

O Senhor Cérebro na prisão de Shazam!

O encerramento do primeiro filme do herói da DC em 2019 apresentou o Doutor Silvana frustrado em sua cela, recebendo a visita do Doutor Cérebro, uma lagarta superinteligente. O diálogo prometia um confronto direto com a Sociedade dos Monstros do Mal nas continuações.

A sequência direta, lançada em 2023, seguiu uma direção completamente distinta e ignorou a ameaça construída anteriormente. A única lembrança ocorreu de forma protocolar no próprio segundo filme, evidenciando a ausência de um planejamento coeso de longo prazo.

A promessa de vingança do Barão Mordo

O encerramento do primeiro filme solo do Mago Supremo estabeleceu uma ameaça direta com o Barão Mordo decidindo eliminar os praticantes de artes místicas por considerar que existiam pessoas demais utilizando magia no mundo. O arco indicava um conflito interno prolongado.

A resolução dessa subtrama ocorreu de forma apressada e fora de tela, sendo apenas citada brevemente por Stephen Strange em produções posteriores do estúdio. Fãs que aguardavam o desenvolvimento detalhado dessa caçada acabaram recebendo uma abordagem resumida.

A introdução tardia de Hércules

O quarto filme solo do Deus do Trovão utilizou sua sequência extra para revelar a sobrevivência de Zeus e a encomenda de uma missão de retaliação. A introdução do ator Brett Goldstein como Hércules gerou enorme expectativa para um futuro confronto direto entre divindades nos cinemas.

Entretanto, o personagem permaneceu ausente de todas as narrativas subsequentes desenvolvidas pela empresa. A falta de continuidade reforça o padrão de inserções concebidas apenas para o impacto imediato no lançamento, sem compromisso real com a cronologia futura da tecnologia de efeitos visuais e expansão de universos compartilhados.

ESCRITO POR

Yamin V

Autor(a) e colaborador(a) do Blog CelosAPK | Seu portal tecnologia!.