O novo filme de Resident Evil, previsto para 2026, chega aos cinemas com a missão de redefinir o survival horror nas telas. Sob a direção de Zach Cregger, o longa busca se distanciar das tentativas anteriores da Capcom e Sony Pictures, focando em uma narrativa original que explora o medo sem depender excessivamente dos heróis clássicos da franquia.
Essa abordagem, embora corajosa, gerou uma recepção mista entre entusiastas e o público geral. Abaixo, analisamos os pontos que tornam esta obra um divisor de águas.
8. Acerto: criar uma história paralela

A decisão de afastar o roteiro dos arcos conhecidos dos jogos foi um acerto estratégico. Ao evitar a repetição de histórias que já fracassaram comercialmente no passado, a produção ganha liberdade criativa e evita comparações exaustivas com as origens dos videogames.
7. Erro: confusão na promoção do filme

O marketing cometeu falhas ao vender o longa como algo distante demais dos jogos. A turnê de divulgação, liderada por Zach Cregger e Austin Abrams, não conseguiu transmitir que, apesar da história paralela, a essência do terror de Resident Evil está presente na obra.
6. Acerto: Bryan é o protagonista perfeito

A introdução de Bryan, um personagem comum sem preparo físico para um apocalipse, gera identificação imediata com o espectador. O Contador 2 também utilizou perfis inusitados para elevar a tensão, algo que aqui funciona para mostrar o horror sob uma ótica humana e vulnerável.
5. Erro: faltaram cenários emblemáticos

A ausência de locais icônicos como a delegacia ou a torre do relógio de Raccoon City deixou um vazio para os fãs. Embora o hospital de RE3: Nemesis apareça, a falta de outros marcos geográficos da série enfraquece o senso de familiaridade.
4. Acerto: Resident Evil é um filme “jogável”

A cinematografia merece destaque pela fidelidade técnica. Planos de câmera que remetem à visão sobre o ombro e a exploração de cenários criam uma experiência que faz o espectador sentir vontade de controlar a ação, lembrando a qualidade de títulos como DOOM Eternal.
3. Erro: o capítulo é único

A confirmação de que este é um projeto isolado, sem planos para sequências sob a direção de Cregger, frustra quem esperava um novo universo cinematográfico. O abandono do protagonista Bryan após o fim da trama deixa pontas soltas na narrativa.
2. Acerto: a direção de Zach Cregger

O cuidado com a fotografia e a iluminação revela o carinho do diretor pela marca. Cregger utiliza sua expertise em terror para elevar o nível da produção, superando a qualidade visual de diversas adaptações anteriores da franquia.
1. Erro: o fim questionável

A conclusão do filme pende para um tom de “galhofa” que destoa da urgência estabelecida anteriormente. Esse final acaba comprometendo a imersão, deixando o público com uma sensação de que o estúdio pode ter interferido no corte final.
Com informações de Portal de Notícias



